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Xico Graziano

A agropecuária será a base da retomada do crescimento econômico

15 de abril de 2020 | 09h34 | Atualizado há 88 dias

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Nessa inundação de notícia ruim, 2 boas notícias chegam da agricultura brasileira:

1. A Conab confirmou que o país colherá a maior safra de sua história: 251,8 milhões de toneladas de grãos;

2. As exportações agrícolas em março de 2020 cresceram 13,3%, comparadas com março de 2019;

É incrível. O Brasil ultrapassará os Estados Unidos na produção de soja, com estimados 122 milhões de toneladas. No milho, será superada a barreira dos 100 milhões de toneladas. Ambos os feitos era inimagináveis até há pouco tempo.

Quem mais cresceu, porém, foi a produção de amendoim: 25%. Os principais alimentos básicos também subiram: trigo (5,4%), feijão (3,3%) e arroz (1,2%) asseguram o abastecimento interno. Caminha-se para a frente no campo.

Alimento garantido no prato é a maior virtude da agropecuária brasileira. Além dos cereais, os brasileiros são abastecidos com carnes (bovina, suína e aves), ovos, leite, frutas, hortaliças, óleos, peixes. Nesses ramos, predominam gêneros verde-amarelos. Nas incertezas da crise, temos a segurança alimentar.

O mundo está comprando, cada vez mais, gêneros alimentícios do Brasil. Mesmo enfrentando a pandemia do coronavírus, ou talvez por isso mesmo, verifica-se aumento da demanda externa e interesse em novos acordos comerciais.

Somente neste março de 2020, 8 países fecharam entendimentos para acesso aos produtos brasileiros. Destacam-se:

Egito: certificou mais 27 frigoríficos de abate de frangos e miúdos de bovinos;
China: liberou 8 plantas de processamento de peixes (tilápia);
Indonésia: vai comprar 20 mil toneladas de carne bovina;
Emirados Árabes: quer importar ovos galados (fertilizados), para aprimorar a genética de suas aves;
Kwait: retirou barreiras da carne bovina;
Argentina: vai importar embriões bovinos, sêmen suíno e, pasmem, carne de rã.

Prestem atenção nesse número: em março de 2020, o agronegócio respondeu por 48,3% das exportações brasileiras. Na média do primeiro trimestre deste ano, a fatia do agro corresponde a 43,2% das vendas totais ao exterior. Conclusão: vêm da roça os dólares que pagam as importações do país.

Em 2019, dos 10 produtos mais exportados pelo Brasil, 7 brotaram do campo. Confira a lista e sua grandeza (valor em dólares):

Soja (26 bilhões)
Petróleo (24 bilhões)
Minério de ferro (22,2 bilhões)
Celulose (7,5 bilhões)
Milho (7,4 bilhões)
Carne bovina (6,5 bilhões)
Carne de frango (6,3 bilhões)
Manufaturados (5,9 bilhões)
Farelo de soja (5,8 bilhões)
Café (5,1 bilhões).

Poucos economistas, e quase nenhum jornalista, sabem dessa força do agro nacional na balança comercial. Vejam o surpreendente caso do milho. O Brasil se tornou, em 2019, o maior exportador mundial desse cereal. O grão amarelo, que vai virar ração de animais mundo afora, a começar pelo Japão, rende sozinho mais divisas que todos os bens industriais exportados pelo país.

A crise global, que será drástica, acirrou o temor das nações em ver suas prateleiras vazias no futuro próximo. Faltar comida na mesa é sinônimo de fracasso econômico. E derrota política na certa. Procurando saídas, procuram o Brasil para assegurar seu abastecimento alimentar.

No Brasil, fica cada vez mais claro: quando passar o pior dessa tragédia, a agropecuária será a base da retomada do crescimento econômico. Nas cadeias produtivas do agronegócio reside a melhor possibilidade de movimentar a economia, gerando empregos e renda pelo país afora.

Nenhum vírus consegue parar a agricultura brasileira.
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