Washington

Washington defende uso de glifosato após proibição no Vietnã

11/04/2019 Meio Ambiente
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O Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, em Nashville, Tennessee, Estados Unidos, em 8 de janeiro de 2018

O ministro da Agricultura americano, Sonny Perdue, defendeu nesta quinta-feira o uso do controverso glifosato, o herbicida mais usado no mundo, após a decisão do Vietnã de proibi-lo.

Citando a "toxicidade" de produtos contendo glifosato e seu impacto no meio ambiente e na saúde, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã anunciou oficialmente na quarta-feira a eliminação das listas de produtos aprovados no país.

"Estamos desapontados" por esta decisão "que terá efeitos devastadores sobre a produção agrícola mundial", disse Perdue em um comunicado.

"Se quisermos alimentar 10 bilhões de pessoas em 2050, os agricultores de todo o mundo precisam ter acesso a todas as ferramentas e tecnologias disponíveis", disse a autoridade.

O glifosato é comercializado sob diversas marcas, mas o mais conhecido é o Roundup, do grupo americano Monsanto, desde o ano passado adquirido pelo grupo químico alemão Bayer.

O herbicida mais utilizado no mundo tem sido classificado como "provável cancerígeno" desde 2015 pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Bayer argumenta que "a ciência confirma que os herbicidas com glifosato não causam câncer", uma alegação defendida pelas autoridades americanas.

"Em muitas ocasiões, o Departamento de Agricultura dos EUA compartilhou (com as autoridades vietnamitas) estudos científicos conduzidos pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA e outras organizações internacionalmente reconhecidas, que indicam que o glifosato provavelmente não apresenta riscos cancerígenos para humanos", disse Perdue na carta.