Marechal C. Rondon

Vereador é suspeito de ser dono de empresas que prestavam serviços à prefeitura

Servidora da Prefeitura também foi afastada das funções

15/05/2019 14h18 | Atualizado em 15/05/2019 18h39
Na manhã de hoje o GAECO do Ministério Público do Paraná cumpriu em Marechal Cândido Rondon a operação Pula Pula.

Vinte mandados de busca e apreensão foram cumpridos e quatro pessoas foram presas preventivamente. Um mandado de prisão ainda está aberto porque o alvo está em viagem na Argentina.

Entre os presos está o vereador Nilson Hachmann (PSC), que segundo o Ministério Público teria empresas fantasmas para participar de licitações e contratos com a Prefeitura.

A operação contou com a ajuda da Batalhão de Polícia de Fronteira e iniciou por volta das 7 horas. Os mandados foram cumpridos em residências, empresas, escritório contábil, no setor de licitações da Prefeitura e no armário do vereador Nilson Hackmann, na Câmara Municipal.

A investigação do Gaeco teve início em maio de 2018, mas segundo o Ministério Público, o suposto esquema é mais antigo, desde 2009. Envolvia o vereador, seu filho, um empreiteiro, o gerente de uma das supostas empresas fantasmas, todos presos, e um engenheiro, alvo de mandado de prisão e que o Ministério Público espera que se apresente.

Uma servidora da Prefeitura também foi afastada das funções.

Além desta ação do Ministério Público, na Câmara de Vereadores, Nilson Hachmann enfrenta um processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar e é investigado em uma CPI, ambas relacionadas às mesmas denúncias. Os resultados aqui, poderão levar à cassação do vereador.

O vereador tem, segundo o regimento interno da Câmara, o prazo de 30 dias para afastamento sem convocação de suplente.

Os presos foram encaminhados para a penitenciária de Cascavel.

Em nota, a Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon informou que Operação teve como único alvo o vereador Nilson Hachmann e que não há envolvimento do Legislativo nos contratos investigados.

A Prefeitura Municipal ainda não se posicionou, pois espera mais informações da operação.

Já o advogado do vereador afirmou que ainda não teve acesso ao processo, mas que as prisões são entendidas como desnecessárias e antecipadas.

Este é o segundo vereador de Marechal Cândido Rondon preso nesta Legislatura. Adelar Neumann também foi preso acusado de pegar parte dos salários de funcionários da Prefeitura indicados por ele.

Jornal da CATVE



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