Curitiba

Paraná tem possibilidades de ampliar negócios com o Brics

Afirmação foi feita pelo governador ao receber embaixadores e cônsules da Rússia, China, Índia e África do Sul

14/03/2019 18h45 | Atualizado em 14/03/2019 18h47
Foto: AEN-PR
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta quinta-feira (14), no Palácio Iguaçu, embaixadores e cônsules da Rússia, China, Índia e África do Sul e reafirmou o interesse do Paraná em ampliar os negócios com esses países que, junto com o Brasil, formam o Brics. "Temos a possibilidade de aumentar a relação econômica, já que somos o maior produtor de grãos, frango e proteína animal do Brasil, temos o segundo maior abate de suínos e a segunda bacia leiteira do País", disse o governador.

Os diplomatas estão em Curitiba para a primeira reunião do grupo em 2019, encontro preparatório para a 11ª Cúpula do Brics, que acontece em Brasília em novembro. O grupo é um dos principais parceiros comerciais do Estado e responde por 34,5% das exportações paranaenses. As vendas externas de produtos paranaenses para os quatro países chegam a US$ 20,040 bilhões, com negócios que somam US$ 6,918 bilhões.

AMPLIAR
Ratinho Junior destacou que 80% da exportação do Estado é do agronegócio. "Nossa vocação é produzir alimentos. O Paraná é o maior produtos de alimentos por metro quadrado do mundo, em variedade e quantidade, e mantém um relacionamento comercial muito próximo com esses países", disse.

"Temos a possibilidade de ampliar essa relação, já que somos o maior produtor de grãos, frango e proteína animal do Brasil, temos o segundo maior abate de suínos e a segunda bacia leiteira do País".

IMPORTAR
De acordo com o governador, o Estado também está aberto à importação dos produtos fabricados nesses países e à atração de novas empresas. "Queremos colaborar com o desenvolvimento do bloco, contribuindo também com a participação do Brasil no grupo", afirmou.

O Paraná, destacou o governador, conta com dois portos, tem a maior produção de energia limpa do mundo e está estrategicamente próximo aos principais centros consumidores da América Latina. "Essa infraestrutura cacifa o Estado a pleitear uma maior participação econômica no Brics. Nosso projeto é transformar o Paraná no maior hub logístico da América Latina e também em um estado de vanguarda na questão da inovação", disse Ratinho Junior.

INOVAÇÃO
É justamente a área da inovação a grande prioridade da gestão brasileira frente ao Brics - o País assumiu em janeiro a presidência do grupo, que é rotativa e tem duração de um ano. "Há 13 grupos dentro do Brics dedicados à cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação. Nosso objetivo é melhorar sua governança para que eles produzam, de forma integrada, resultados úteis para as sociedades desses países", explicou Norberto Moretti, secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Itamaraty e sherpa (encarregado de alto nível) do Brasil no Brics.

O Paraná, que já se destaca mundialmente na área da inovação, pode se beneficiar dos acordos entre os governos. "O Paraná tem uma tradição de inovação que é contínua. Trazer essa mensagem de inovação ajudará as instituições científicas do Estado a receberem uma atenção internacional, abrindo a possibilidade de integração", afirmou Moretti.

"Além disso, fazer a reunião do Brics aqui permite que os representantes do grupo conheçam as possibilidades do Estado. Isso ajuda a colocar cada vez mais Curitiba e o Paraná na rota de grandes eventos internacionais", completou.

AEN-PR



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