Curitiba

Justiça aceita denúncia contra Beto Richa por corrupção no caso dos pedágios

Ex-governador Beto Richa e outras 32 pessoas vão virar réu

11/02/2019 09h30 | Atualizado em 14/02/2019 10h17
O juiz da 23.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Paulo Sergio Ribeiro, aceitou neste fim de semana duas denúncias que o Ministério Público Federal apresentou contra o ex-governador Beto Richa e outras 32 pessoas por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito das duas fases da Operação Integração, que investigam suspeitas de delitos praticados nas relações entre o governo estadual e as concessionárias de pedágio no Paraná.

O magistrado acatou também o método adotado pelo MPF de dividir os denunciados, num total de 32 pessoas, em quatro núcleos - o político, o técnico, o de administradores das concessionárias e o de intermediadores de dinheiro em espécie.

Na descrição dos procuradores, a divisão dos participantes e das tarefas era a seguinte:

(i) NÚCLEO POLÍTICO: composto por agentes políticos com poder de decisão e influência sobre os demais agentes públicos para a realização de aditivos contratuais e outros atos administrativos em benefício das concessionárias de pedágio. Esses agentes tinham papel central no esquema de corrupção, sendo os recursos arrecadados vertidos para campanhas políticas ou para benefício próprio;

(ii) NÚCLEO TÉCNICO - DER/PR e AGEPAR: formado por diretores nomeados pelos agentes políticos e outros servidores públicos envolvidos no esquema criminoso, incumbidos de praticar os atos de ofício em favor das concessionárias de pedágio (trabalhos técnicos para justificar os aditivos contratuais em favor das concessionárias);

(iii) NÚCLEO DOS ADMINISTRADORES DAS CONCESSIONÁRIAS FAVORECIDAS: empresários relacionados às 6 concessionárias envolvidas no esquema criminoso (ECONORTE, VIAPAR, ECOVIA, ECOCATARATAS, RODONORTE E CAMINHOS DO PARANÁ), que realizavam negociação com agentes corruptos, para a pactuação de aditivos contratuais favoráveis e também para definição da forma de pagamentos ilícitos em razão desses aditivos;

(iv) NÚCLEO DE INTERMEDIADORES DE DINHEIRO EM ESPÉCIE: inúmeras empresas que firmaram contratos (superfaturados ou "de fachada") com as concessionárias de pedágio com o objetivo de produzir dinheiro em espécie para pagamento de vantagens indevidas, irrigando o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

Banda B



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