Helicóptero usado por Boechat não podia fazer táxi aéreo

11/02/2019 20h43 | Atualizado em 11/02/2019 20h44
A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, dona do helicóptero de matrícula PT-HPG, que caiu na tragédia que matou o jornalista Ricardo Boechat, não tinha autorização para fazer o serviço de táxi aéreo.

É o que informou a Anac (Agência Nacional da Aviação Civil).

Em nota, a Agência listou as atividades em que a empresa tinha aval para atuar: aerofotografia, aeroreportagem, aerocinematografia, entre outros do mesmo ramo. Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada".

A Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente.

No mesmo comunicado, a Anac informa que o helicóptero que transportava o piloto, Ronaldo Quatrucci, e Boechat, estava regularizada.

O helicóptero, de matrícula PT-HPG, da fabricante Bell Helicopter estava com o Certificado de Aeronavegabilidade válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular.

"As licenças e habilitações dele, de piloto comercial de helicóptero (PCH), estavam válidas. Estava a bordo do helicóptero também o jornalista Ricardo Boechat.

As investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), do Comando da Aeronáutica", informa a Anac.



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