Curitiba

Pássaros que foram vítimas do tráfico retornam à natureza

Animais eram mantidos em cativeiro sem a devida autorização e foram apreendidos

02/09/2018 12h24 | Atualizado em 02/09/2018 12h43
Cinquenta pássaros nativos silvestres ganharam novamente o seu direito à liberdade nessa sexta-feira (31). Os animais foram soltos por biólogos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os pássaros eram mantidos em cativeiro sem as devidas autorizações ambientais e foram encontrados por policiais do Batalhão da Polícia Ambiental, em uma operação realizada na quinta-feira (30). No dia seguinte foram entregues ao IAP. Os policiais encontraram os cativeiros em três residências nas cidades de Colombo e Campo Largo, também região Metropolitana de Curitiba, após receber denúncias feitas através do telefone 181.

Para poder voltar à natureza os pássaros passaram por uma triagem e avaliação da sua capacidade de voo, interação com o ser humano e, consequentemente, condições de competir por alimento em meio à natureza. "Zelamos sempre pelo menor nível de estresse dos animais, por isso, assim que chegam ao instituto avaliamos suas condições e capacidade de retorno imediato à natureza", explica a diretora de Licenciamentos Especiais do IAP, Edilaine Vieira.

Além desses pássaros, outros 13 apreendidos nas mesmas operações não puderam retornar ao meio ambiente de imediato. Eles foram destinados para clínicas veterinárias parceiras e criadores licenciados para tratamento e os devidos cuidados.
?Esses serão tratados e cuidados por pessoas especialistas. Quando recuperarem sua capacidade de retorno ao meio ambiente, serão soltos?, explica Edilaine.

Os animais encontrados pelos policiais são das espécies: Trinca-ferro, Sabiá Poca, Canário Terra, Sabiá Preto, Coleirinho, Pintassilgos, Tico Tico Rei, Bigodinho, Curió, sendo esse último ameaçado de extinção. Os infratores, que estavam de posse dos animais, responderão a processo criminal, pela Polícia Ambiental, e também administrativo, junto ao IAP.

O presidente do IAP, Paulino Mexia, lembra que manter animais em cativeiro sem as devidas autorizações é crime de tráfico de animais. ?Mesmo que a pessoa não tenha sido a responsável por capturar esses animais na natureza ou reproduzi-las em cativeiro sem licença, mantê-las também as torna criminosas. Por isso, contamos com a participação de todos ao realizar denúncias que são tão importantes para esse trabalho?, disse.


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