Falha no motor de helicóptero causou morte de Boechat, diz relatório da FAB

Documento ainda aponta que licenças da aeronave haviam passado do prazo e peças vencidas foram reinstaladas

30 de outubro de 2020 | 11h00 | Atualizado há 36 dias

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Uma falha no motor do helicóptero foi a causa do acidente aéreo que levou à morte do jornalista Ricardo Boechat, de acordo com o relatório final elaborado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB (Força Aérea Brasileira). Segundo o documento, houve ainda uma "tentativa malsucedida de pouso" e a aeronave ficou "destruída" após colidir com um caminhão.

O relatório aponta que a falha ocorreu por volta das 14h05, apenas 20 minutos após o vôo ter decolado do heliponto do Royal Palm Plaza, em Campinas, com destino a São Paulo. Nas imagens do sistema de segurança, é possível ver que o piloto tentou pousar na área de grama entre as duas faixas superiores do Rodoanel Mário Covas. Quando não conseguiu manobrar, ele guiou a aeronave por baixo dos viadutos, quando colidiu ainda em vôo com um caminhão.

O piloto Ronaldo Quattrucci, de -6 anos, que também morreu no acidente, não tinha o certificado obrigatório de um programa de treinamento aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O relatório também aponta que o transporte utilizado não era regular na modalidade táxi aéreo e que a empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda não estava certificada ou autorizada a prestar o serviço.

Outro ponto citado pela FAB é a data da última revisão geral de um dos compressores, datada ainda de 1988. Durante a vistoria técnica especial, foi constatado que a peça havia sido trocada por uma mais nova durante uma avaliação feita em 2017 pela Anac, e reinstalada na aeronave menos de três meses depois, mesmo com a autorização expirada.
Terra.com.br
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