Cascavel

BR 277: A grande estrada

Desenvolvimento da rodovia só foi possível com a união dos municípios

09/10/2019 18h55 | Atualizado em 09/10/2019 20h55
O apreciador da música caipira esbanja lucidez e bom humor no auge dos seus 104 anos.

Sebastião da Silva, nasceu em 1914 no Rio de Janeiro. Hoje vive no lar dos idosos de São Miguel do Iguaçu. Chegou no Paraná, na década de 60 para trabalhar na construção de uma das rodovias mais importantes do estado, a BR 277. O trabalho era duro.

Dona Joana também ajudou a escrever essa história aos 78 anos, mostra com orgulho a carteira de trabalho, com o registro de secretária. Era ela a responsável pelo repasse do salário dos mais de 300 homens que executaram a 277. Na época eles recebiam por semana, 0.60 centavos de cruzeiros.

O que vemos hoje demorou para ganhar forma. Só foi possível com a união daqueles que queriam o desenvolvimento econômico dos municípios.

E assim nasceu a AMOP - Associação dos Municípios do Oeste do Paraná. Há exatos 50 anos, a entidade surgiu com a bandeira de pavimentar a BR 277, na época conhecida como estrada estratégica.

A BR 277 corta o Paraná de leste a oeste. Começa em Paranaguá e termina na ponte internacional da amizade, em Foz do Iguaçu. São rota para 30 municípios, se estendendo por 730 quilômetros. Muito do que é produzido no estado passa pela rodovia. Mas na história do desenvolvimento, também existem problemas espalhados, como o trevo cataratas que é um dos maiores gargalos da cidade de cascavel e da região.

Outro impasse está na falta de duplicação da rodovia. O trecho sentindo Céu Azul, por exemplo, segue em pista simples e é conhecido pelo registro de diversos acidentes, inclusive com mortes.

Sidnei se recorda do dia 22 de agosto de 95. Ele e o prefeito da época Ivair Ranzi se envolveram em um acidente. O carro que vinha na pista contrária forçou a ultrapassagem. Ele foi o único sobrevivente.

Venâncio, pioneiro de Céu Azul também é vizinho da 277 e perdeu as contas das tragédias que viu na rodovia.

Se por um lado a rodovia tem marcas da dor. Por outra esta mesma estrada é sinônimo da união de muitos. A expectativa é que o oeste siga se desenvolvendo e se depender da força dos municípios, isso deve ser concretizado, assim como aconteceu há 50 anos.

EPC



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