Curitiba

Reitor da UFPR diz que ocupações estão "no caminho do esgotamento"

O adiamento do Vestibular da instituição foi descartado

12/11/2016 07h29 | Atualizado em 12/11/2016 07h34
Com oito prédios ocupados na Universidade Federal do Paraná (UFPR), o reitor Zaki Akel Sobrinho descartou, nesta sexta-feira (11), o adiamento do vestibular 2016-2017. Em entrevista coletiva, ele afirmou que a instituição irá usar o diálogo até a "exaustão" com os alunos e que alternativas para a realização das provas da segunda fase já estão sendo discutidas pela direção da universidade. "Eu quero tranquilizar nossos vestibulandos, nós temos diversas alternativas e vamos garantir a segurança do processo de ingresso para 2017. Se for necessário, vamos comunicar sobre mudanças de locais até o dia 20", disse.

Sobre a negociação com os manifestantes, Zaki disse ver um "esgotamento nas ocupações", o que resultou em bons diálogos entre as partes. ?Conseguimos estabelecer uma mesa de negociação e vamos definir encaminhamentos, como a realização de um Conselho Universitário e de debates para discutir a PEC do Teto e a Medida Provisória do Ensino Médio?, comentou.

Os estudantes que ocupam os campi da UFPR protestam contra as medidas apresentadas pelo governo federal citadas por Akel. Entre os prédios, há mobilizações na Reitoria e no Centro Politécnico.

Para as reposições dos já alunos, a universidade deve criar calendários diferentes, uma vez que vários cursos seguem com aulas normais.

Mobilizações

Além dos estudantes, professores e técnico-administrativos também realizam protestos na instituição contra as medidas. Os docentes, por exemplo, já aprovaram indicativo de greve para o fim de novembro. Novas assembleias devem ocorrer entre os dias 21 e 24 de novembro.

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