Londrina

Estudantes se revoltam com discurso de promotor sobre ocupações em Londrina

Manifestantes levantaram exemplares da Constituição Federal como forma de protesto

22/10/2016 14h27 | Atualizado em 22/10/2016 14h27
Estudantes, pais, representantes do Conselho Tutelar, da Defensoria Pública, do Centro de Direitos Humanos, da Câmara de Vereadores, do Ministério Público, do Conselho Municipal da Juventude e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente participaram na tarde de sexta-feira (21) de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Londrina. Os alunos reforçaram os motivos das ocupações iniciadas no dia 3 de outubro no Paraná e comentaram os desafios do protesto contra a precariedade do ensino.

O movimento teve o apoio declarado de quase todos os presentes. No entanto, os ânimos ficaram exaltados após a fala do promotor de Justiça, Marcelo Briso Machado, que atua na Vara da Infância e Juventude de Londrina. Machado se apresentou como promotor público "dos menores infratores" e não utilizou o termo "adolescentes em conflito com a lei", o que gerou a revolta de quem acompanhava a audiência pública no plenário.

Manifestantes levantaram exemplares da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente como forma de protesto. "Eu estou aqui representando os adolescentes que não têm lugar nessa cadeira que vocês estão sentando. Os meus adolescentes hoje estão em uma "biqueira" de tráfico de drogas onde estão aprendendo valores que são muito mais valiosos do que os dos senhores nessas invasões às escolas", afirmou o promotor, que questionou ainda a ausência de alunos contrários às ocupações.

Machado foi vaiado e cercado pelos estudantes após deixar o plenário. "Para mim, invasão é quando tem a depredação do patrimônio público ou de qualquer patrimônio", rebateu a representante dos estudantes.

Bonde