Cascavel

Guarda patrimonial fica amarrado em forma de protesto

A medida drástica foi a forma encontrada para tornar públicos os problemas enfrentados pelos profissionais

11/06/2015 12h49 | Atualizado em 11/06/2015 12h49
O protesto pacífico começou antes mesmo de iniciar o expediente na Prefeitura de Cascavel. O servidor amarrado na entrada dos fundos chamou a atenção de quem chegava para trabalhar.

A medida drástica foi a forma encontrada para tornar públicos os problemas enfrentados no dia a dia profissional. "Porque hoje eu recebo R$ 762,00, eu recebo menos que um salário mínimo, e eu não posso ganhar menos que um salário para fazer a segurança pública".

O guarda patrimonial também denuncia a falta de servidores e a aquisição de veículos e armas não letais que até hoje não foram utilizadas. "Nós recebemos em 2014 um ônibus, dois carros e duas motocicletas, que já estão abandonadas há quase dois anos, armas não letais estão abandonadas no segundo piso".

O apelo por atenção deu resultado. A diretora de RH do município recebeu Valdecir para ouvir as reivindicações. Segundo a diretora a questão salarial está dentro do que determina a Constituição. "Como é pago em forma de abono e o salário mínimo é com base na remuneração total eu verifiquei que não é verdade, ele ganha mais que um salário mínimo".

Já para o representante do Sindicato dos Servidores o problema existe e não apenas na Guarda Patrimonial e deve se agravar nos próximos meses. "A questão de receber menos que um salário mínimo está se tornando cada vez mais evidente, a partir do mês de janeiro com esse reajuste menor que a inflação a situação vai se agravar ainda mais".

O diretor da Guarda Patrimonial confirma que o município recebeu veículos e 50 armas não letais há pelo menos 10 meses, e que os equipamentos ainda não estão em uso por causa da burocracia.

A responsabilidade em liberar os equipamentos e fornecer treinamento seria da Secretaria Anti-Drogas. A deficiência de servidores na Guarda Patrimonial não é novidade, esta foi a justificativa apresentada para a abertura de concurso que continua suspenso pela Justiça.

O município insiste na tentativa de liberar o concurso e fazer a contratação não mais de guardas patrimoniais, mas sim de agentes de segurança. Já para o sindicato a situação não tem volta e só atrasa a complementação do quadro de servidores. "Temos convicção que esse caso já está prejudicado, não acabou, e a única solução seria fazer o concurso público para novas contratações".

O Sismuvel vai acompanhar o caso e se preciso ingressar com novas ações na Justiça. O servidor foi encaminhado a uma psicóloga e depois a sede da Guarda Patrimonial.

Jornal da Catve 1ª Edição