Cascavel

Roman afirma que abriu mão da aposentadoria do Congresso e condena Fake News

Ele afirmou em entrevista no programa Papo Reto que paga plano privado de previdência desde os 29 anos

21/05/2019 19h26 | Atualizado em 21/05/2019 22h27
O deputado federal Evandro Roman (PSD-PR) foi um dos primeiros a abrir mão da chamada "aposentadoria especial" da Câmara dos Deputados, antes da votação da reforma da Previdência. "Entendo que a reforma deve começar de cima para baixo e, nós, políticos, precisamos dar o exemplo, abrindo mão dos chamados privilégios. Para votar uma proposta de reforma preciso demonstrar que acredito no que estou votando", diz Roman.

Na verdade, o que convencionalmente chama-se de "aposentadoria especial", trata-se de um plano de aposentadoria privada do Congresso pelo qual os deputados recolhem R$ 3.713,00 mensalmente e só se aposentam após atingir a idade de 60 anos e 30 de contribuição. "Aquela história de deputado se aposentar com um ou dois mandatos não existe mais. Isso acabou com a Constituição de 88", explica.

Em entrevista à jornalista Laís Layni no programa Papo Reto desta segunda-feira (20), Roman declarou que paga um plano privado de previdência desde os 29 anos, quando começou a carreira como professor e árbitro de futebol. Ele também fez críticas ao excesso de fake news que proliferam sem controle nas redes sociais, fazendo menção ao banner com a foto de deputados que supostamente não teriam aberto mão de suas aposentadorias no Congresso. "Minha foto estava lá, assim como dos deputados Aliel Machado, de Ponta Grossa e Vermelho, de Foz do Iguaçu, que também abriram mão. Então, para muita gente mal informada, fica valendo a mentira fabricada pelas fake news".

Proposta alternativa

Para o deputado paranaense, deve prosperar no Congresso a proposta alternativa apresentada na Câmara dos Deputados, que mantém o escopo da proposta enviada pelo Executivo, mas corrige alguns pontos como do Benefício da Prestação Continuada (BPC) e das mulheres trabalhadoras rurais. "A sociedade entende isso. Uma mulher urbana chega aos 60 anos muito bem e expectativa de vida acima dos 80 anos, enquanto uma trabalhadora rural não tem essa expectativa, pois na agricultura familiar trabalha desde criança na lida do campo", enfatiza.

Assessoria



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