Brasil

Rogério Rosso confirma candidatura à presidência da Câmara dos Deputados

Deputado presidiu a comissão do impeachment de Dilma Rousseff na Casa

11/07/2016 12h54 | Atualizado em 11/07/2016 12h54
Um dos favoritos na disputa à presidência da Câmara dos Deputados, o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF), confirmou nesta segunda-feira (11) que disputará o cargo para suceder Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao posto na semana passada.

Aliado do peemedebista, Rosso explicou que tem o aval da bancada do partido na Câmara e o apoio da família, mas, como preferiu esperar pelas definições das regras da disputa, ele ainda não registrou oficialmente a sua candidatura. Até o momento, ele é tido como um dos principais nomes para vencer a eleição, ao lado do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Rosso é um dos parlamentares mais influentes do chamado Centrão, bloco que reúne os partidos de centro-direita da Casa. Neste ano, o nome de Rosso ganhou peso na Câmara após ele ter presidido a comissão especial do impeachment que analisou o afastamento de Dilma Rousseff. Outro ponto a favor de Rosso, na visão do governo, é o fato de que ele ele tem "bom trânsito" entre as principais lideranças da Câmara e tem ?baixo índice de rejeição?, além de não ter a imagem ligada ?aos velhos caciques? do Congresso Nacional.

O deputado do PSD chegou a comandar o Distrito Federal, em 2010, em um mandato tampão quando o então governador José Roberto Arruda (PR-DF) foi preso e afastado do Palácio do Buriti. Para ter chances de se eleger para o mandato tampão de presidente da Câmara até fevereiro, o deputado do PSD terá de superar a concorrência do grande número de parlamentares governistas que se lançaram na corrida eleitoral mesmo sem apoio de seus partidos.

Mapeamento do Palácio do Planalto identificou que até 12 integrantes de partidos alinhados ao governo pretendem concorrer à sucessão de Cunha. Outro desafio de Rosso é contornar a desconfiança das legendas da antiga oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) com as siglas do Centrão, estreitamente identificadas como aliadas de Eduardo Cunha.

O Sul/AG