Um novo futebol - Por Milton do Ó Filho

"Em qualquer contexto, uma final é diferente de qualquer outro jogo"

03 de agosto de 2020 | 14h52 | Atualizado há 46 dias

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Um novo jogo. O Athletico tentando atacar, mas sem possuir aquela força habitual que destaca seu estilo de jogo, principalmente dentro dos seus domínios, na Arena da Baixada. Tenta fazer o que sempre faz com excelência, mas diferente está neste primeiro jogo da final. Por que? Especialistas criam respostas.

Um Coritiba que parece sentir menos. Parece mais adaptado ao novo cenário, que agora diferente está. De qualquer forma, neste primeiro jogo, a sua torcida não poderia ser a sua maior força. Quem sabe a realidade chocou menos por isso? Um clássico que levaria muitas pessoas a organizarem seu dia de forma peculiar, inclinando todas as obrigações diárias, idas e vindas, para que o ao início do jogo, tudo estivesse organizado para lá estar, no estádio.

IDEIA

Em qualquer contexto, uma final é diferente de qualquer outro jogo. Mas essa final não está diferente na significância do jogo, que vai além dos 3 pontos. Como uma final envolve muito, o indivíduo também é composto de várias coisas. As nossas emoções fazem parte desta composição maravilhosa que é o ser humano. Em muitos momentos somos nossas emoções e o que sentimos. Sendo assim não podemos encarar essa final como apenas mais um jogo. Um novo modelo de futebol nasceu. A ausência do torcedor faz com que a forma de atuar mude. A essência desse esporte é o atleta, sem ele não o existiria, mas sem o torcedor, não seria ele reconhecido como é.

Essa mudança permite ao atleta e ao jogo evoluir sem um aspecto que mexe na atmosfera, como
nenhum outro, creio, seria capaz de fazer.

CONCLUSÃO

Um palco de um teatro mesmo que escuro na plateia onde o artista não consegue enxergar quem está sentado à sua frente, porém ele consegue sentir, ouvir os pequenos comentários balbuciados, sem perceber o que as palavras dizem, mas sentindo o que elas comunicam, porque a plateia sempre comunica. Um picadeiro do mesmo jeito, mas a volta dele, aquele que aplaude, vaia, grita, xinga, assobia, canta e se surpreende, não está ali. Na escuridão da plateia que não vemos, mas sentimos, hoje além de não ver, o artista também não o sente. Seria talvez como uma música maravilhosa, sem quem possa ouvi-la, o futebol está assim, sem seu principal admirador, e aquele que alavanca emoções, sentimentos e forças que muitos desconhecem até o momento de experimentá-las, nem que seja através de um simples arrepio, mas que cria uma memória inapagável, indelével, inesquecível. Assim o torcedor contribui para o show, para os bastidores, para o artista. Que em breve você volte. O futebol sente sua falta.

Foto: Transmissão DAZN
Redação Catve.com
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