Foz do Iguaçu reagenda aplicação da primeira dose para adolescentes de 12 a 17 anos

Em razão do forte temporal que atingiu a cidade, cinco unidades de saúde tiveram que suspender vacinação

25 de outubro de 2021 | 10h32 | Atualizado há 40 dias

Foto: Catve
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As equipes das unidades básicas de saúde estão entrando em contato com os adolescentes de 12 a 17 anos (com ou sem comorbidades) que não conseguiram receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 neste domingo (24). Em razão do forte temporal que atingiu a cidade no sábado (23), cinco unidades de saúde tiveram que suspender a vacinação devido à falta de água ou luz.

Os jovens que agendaram nas unidades da Vila C Velha, Vila C Nova, Porto Belo, Cidade Nova e São João, receberão a ligação das equipes para o reagendamento da vacinação, que acontecerá essa semana. "Se por ventura algum adolescente não receber a ligação das equipes, a orientação é entrar em contato com a unidade de saúde onde foi feito o agendamento e solicitar a remarcação", explicou a secretária de saúde, Rosa Maria Jerônymo.

Foram abertas 6.450 vagas para vacinação de adolescentes no domingo (24) e 5.283 doses foram aplicadas. Portanto, 1.167 adolescentes ainda precisam receber a primeira dose. No domingo, também foram aplicadas 354 doses de antecipação da Pfizer (segunda dose); 28 primeiras doses para adultos com mais de 18 anos e 4 doses de reforço.

Nenhuma vacina perdida

Mesmo com a falta de energia em algumas unidades de saúde, todas as vacinas contra a Covid-19 e também as outras que integram o calendário vacinal não foram perdidas devido ao sistema de conservação inteligente, que controla a temperatura e garante a conservação das vacinas em até 48 horas, caso haja interrupção no fornecimento de energia elétrica.

"O temporal causou grandes estragos em toda a cidade, e ainda no sábado tivemos que encerrar mais cedo as atividades do Outubro Rosa. Felizmente, graças ao nosso sistema de conservação, não perdemos nenhuma vacina", reiterou a secretária.

De acordo com o gerente da Vigilância Epidemiológica, Roberto Doldan, devido à insegurança sobre o retorno da energia elétrica (que poderia passar de 48 horas), algumas vacinas foram remanejadas para outras unidades de saúde que não foram prejudicadas com a falta de luz.

"O sistema possui um dispositivo de alarme, que liga para cinco números e avisa por e-mail quando a geladeira está com alteração de temperatura, que sempre precisa estar entre 2 a 8 graus. Apesar de funcionar por até 48 horas em caso de queda de energia, optamos por remanejar as vacinas dessas unidades para outras que estavam com luz e garantimos a conservação de todas elas", explicou.

Todas as 29 unidades de saúde possuem as câmaras conservadoras. Com a aquisição, feita há mais de três anos, o município não teve mais prejuízos com as perdas de imunizantes.
Assessoria
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