TCE aponta irregularidades na distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina

Tribunal de Contas da União deu cinco dias para o Ministério da Saúde se posicionar sobre esses gastos

26 de janeiro de 2021 | 23h27 | Atualizado há 40 dias

Foto: José Dias/PR
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Uma auditoria feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) apontou ilegalidade no uso de recursos do SUS para o fornecimento de cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com Covid-19. Essa política foi feita pelo atual ministro da Saúde. Devido à auditoria, o ministro Benjamin Zymler, o relator do processo, determinou que o Ministério da Saúde se posicionasse em relação aos gastos com esses medicamentos em até cinco dias úteis.

O uso desses medicamentos foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Eduardo Pazuello no tratamento da Covid-19. Além disso, o Ministério lançou o TratCOV, aplicativo que orientava o uso descriminado desses remédios.

Segundo o TCU, a distribuição de medicamentos, como a cloroquina, pelo SUS é ilegal, já que não houve nenhuma manifestação da Anvisa sobre usar esses remédios para o tratamento da Covid-19. Sendo assim, não poderia usar recursos públicos para o fornecimento desse medicamento.

Além desse levantamento feito pelo TCU, o ministro Eduardo Pazuello também é alvo de outra investigação. Um inquérito feito pela Procuradoria Geral da República com autorização do STF aponta que Pazuello é suspeito de prática de crimes, em razão do que ocorreu em Manaus.
TV Cultura
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