Única unidade do Porsche 935 para a América Latina ficará no Brasil

13 de julho de 2020 | 23h20 | Atualizado há 21 dias

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O único modelo do Porsche 935 destinado ao mercado latino-americano ficará no Brasil. Foram fabricadas apenas 77 unidades do superesportivo. A inspiração para concebê-lo, vem de um dos carros de competição mais vitoriosos da história da marca.

O Porsche 935 não é homologado para circular em vias públicas. A fábrica desenvolveu-o como carro de corrida feito livremente, sem seguir um regulamento específico, para uso unicamente em autódromos. A unidade que chegou à Stuttgart ficará na matriz em São Paulo (Avenida Dr. Cardoso de Melo, 1507) e futuramente será exposta nas demais unidades da rede (localizadas em Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro e Recife). O carro também fará demonstrações em eventos da Stuttgart e do Porsche Club Brasil realizados em autódromos.

"Um carro como este 935, especial em todo o mundo e exclusivo no Brasil, torna-se um emblema institucional da empresa", destaca Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Porsche. "Ele é superesportivo e ao mesmo tempo possui muitos simbolismos vinculados à história da marca. A presença dele fortalece a identificação dos clientes com a Porsche e com seus próprios automóveis".

Na década de 1970, a Porsche homologou duas variações de corrida baseadas no 911 Turbo (também conhecido como 930, número interno do projeto): o 934, enquadrado no Grupo 4 da FIA (mínimo de 500 unidades produzidas), e o 935 para o Grupo 5 (mínimo de 25 unidades e preparação mais permissiva). Ambos dominaram vários campeonatos até meados da década de 1980. Além deles, existiu o 935/78, equipado com motor de 845 HP e apelidado de "Moby Dick" devido ao formato da carroceria. Em 1978, este carro atingiu 366 km/h na reta principal de Le Mans.

Em sua nova versão, o 935 tem motor boxer biturbo de 6 cilindros contrapostos de 3,8 litros com 700 HP de potência ? o mesmo do 911 GT2 RS. O câmbio PDK (dupla embreagem Porsche) tem sete marchas. Seguindo o padrão para carros de competição, a Porsche não declara números oficiais de desempenho. A carroceria tem elementos de fibra de carbono e seu estilo é uma releitura do "Moby Dick". A manopla da alavanca de câmbio em madeira laminada remete a carros de corrida do passado, como o 917, e ao superesportivo Carrera GT. Já as lanternas nas pontas da asa traseira foram reproduzidas do 919 Hybrid LMP1, vencedor em Le Mans entre 2015 e 2017.

O 935 da Stuttgart tem pintura com decoração denominada "Sachs", utilizada pelo Porsche 935 número 70 da equipe Dick Barbour Racing nas 24 Horas de Le Mans de 1980. Pilotado por Brian Redman, John Fitzpatrick e pelo próprio Dick Barbour, o carro terminou em quinto lugar na classificação geral e foi o primeiro colocado na categoria IMSA. Nesse mesmo ano, Fitzpatrick e Barbour venceram as 12 Horas de Sebring utilizando o número 6.



Fotos: Divulgação
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