Everton Paulo Roman

Futebol: Jogador de Futebol "derruba" técnico?

16/04/2019 10h24

O futebol é um esporte fantástico movido à paixão e muita, mas muita cobrança. Dentro desse contexto, vive-se uma guerra constante na busca de melhor performance, que traduzindo ao "pé da letra" quem tem bons resultados se garante...

Em grandes clubes com milhões de torcedores a pressão é muito grande. Com essa pressão sofrida a todo o momento, deve haver uma "química" entre jogadores e comissão técnica, principalmente com quem escala, nesse caso o técnico.

É uma guerra de nervos, pois de um lado as equipes têm estrelas que acreditam ser intocáveis e insubstituíveis. Essas "estrelas" acreditam que "mandam" na equipe e são as legítimas "donas do pedaço".

No outro lado, se apresentam treinadores com convicções táticas e técnicas, que tenham amplo conhecimento no mundo da bola (espera-se) e que serão os responsáveis imediatos por qualquer fracasso, qualquer revés.

Alguns casos recentes podem ser citados e interpretados pelo leitor: Diego Aguirre no São Paulo, José Mourinho no Manchester United e Levir Culpi no Atlético Mineiro são exemplos claros que existe queda de braço no vestiário e a coisa pode virar um vale tudo e prejudicar de forma decisiva os resultados e o faturamento do clube não apenas em uma temporada.

A respeito disso, tomei da liberdade de consultar o Master Trainer de Programação Neurolinguística Rafael Rocha para dizer como a mente influencia no comportamento e temperamento dos jogadores:

"Na realidade, quando pensamos no futebol, vendo de fora, parece que a pressão de bilhões de reais age criando grande tensão nos jogadores. De fato às vezes isso é verdade, porém, na maior parte dos casos de intrigas e até mesmo de discussões internas, vemos se repetir um comportamento que podemos ver em qualquer empresa de pequeno porte".

"Quando um jogador começa a pensar que é mais importante do que o todo e começa a desafiar as regras e condutas estabelecidas pelos treinadores, podemos lembrar de tantos colaboradores em setores operacionais das empresas que acreditam que, por saberem fazer sua parte bem feita, seu trabalho vale mais do que o do gerente que fiscaliza ou do gestor que planeja".

"No fim, isso não deixa de ser algo da natureza humana, algo que os filósofos tentam nos alertar para conseguirmos pensar de maneira diferente. E a forma que os atletas e também nós podemos fazer para isso é utilizarmos as posições perceptuais, ou seja, começarmos a ver as situações pelo ponto de vista das outras pessoas. Como será que meu colega ou meu chefe está pensando : Por que será que ele age desta maneira".

"Isto nos ajudará a sermos atletas, profissionais e pessoas melhores. Sendo assim, é uma ótima ferramenta de desenvolvimento pessoal".

Conviver em grupo onde cada pessoa tem um valor (R$), um preço, é algo complexo de se gerenciar, pois lidamos com a vaidade humana. Porém, sempre devemos ter em mente de que as pessoas (atletas e técnicos) passam e as instituições (clubes) ficam. Nesse sentido, o torcedor que é o maior patrimônio do clube deve e merece respeito.

E você torcedor, algum jogador já derrubou o técnico do seu clube de coração?

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