Comissão discute uso do Autódromo Ayrton Senna para treinos de motovelocidade

Representantes e pilotos defenderam regras específicas e entregaram cartilha com protocolos de saúde

26 de junho de 2020 | 22h13 | Atualizado há 17 dias

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O uso do Autódromo Internacional Ayrton Senna para treinos de motovelocidade foi discutido na tarde desta sexta-feira (26) em reunião remota da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Londrina.

Participaram Sandro Henrique Moreira dos Santos, presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL); Patrícia Lupinetti, promotora de eventos; Demian Luquete, instrutor; Cláudio Garla Matocano, profissional do setor; Aristides Barion, piloto de motovelocidade; e Bruno Corano, representante da Associação dos Pilotos de Motovelocidade (APM) e da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM), além dos vereadores Amauri Cardoso (PSDB), Eduardo Tominaga (DEM) e Madureira (PTB), todos integrantes da comissão organizadora do encontro virtual.

O presidente da FEL, Sandro dos Santos, afirmou que o Autódromo Internacional Ayrton Senna e o Kartódromo de Londrina estão liberados, desde a semana passada, para treinos, porém com limitações de, no máximo, seis veículos por período e quatro pessoas por equipe (piloto, mecânico e dois auxiliares). O acesso ocorre mediante agendamento e a entrada de público está proibida. "Nós iniciamos dessa forma para analisar como serão os procedimentos e ver se o pessoal vai cumprir, para, depois do período de análise, solicitarmos a ampliação de veículos por período", explicou.

Aristides Barion, piloto de motovelocidade, argumentou que a liberação do autódromo de Londrina atendeu a pedidos de pilotos de automobilismo, que possuem equipes maiores do que as de motovelocidade. Barion defendeu a liberação de mais motos com a contrapartida da utilização de um número menor de mecânicos nos boxes. "A moto não precisa do ajudante e do mecânico [em cada equipe]. Você pode ter uma equipe que cuida de todo mundo. Foi baixada uma liberação, mas não foi olhada a especificidade de cada um. No caso das motos é fácil resolver. Se estão liberadas quatro pessoas por carro, a gente quer quatro motos, que aumente o número para gente conseguir treinar", argumentou.

Patrícia Lupinetti, responsável pela empresa homônima que promove eventos de motovelocidade, entregou à FEL e aos vereadores de Londrina uma cartilha com os protocolos de saúde para utilização do autódromo somente para treinos. Segundo ela, os participantes serão previamente avaliados, inclusive com medição de temperatura. O público não terá acesso ao autódromo. De acordo com Patrícia, os espaços fechados, como a torre de controle, a sala de briefing e as lanchonetes, não serão utilizados, e todos os profissionais envolvidos deverão utilizar máscaras. Ela defende a liberação para 60 pilotos treinarem simultaneamente, em vez de seis como está autorizado atualmente pela Prefeitura. Ela justifica que há 30 boxes no autódromo e que, enquanto um piloto estará na pista, o outro ficará sozinho no local, já que a equipe de mecânicos será a mesma para todos os participantes. "Com seis motos, não conseguimos bancar o custo do autódromo. Por isso, desenvolvemos essa cartilha e pedimos para o Sandro [dos Santos, presidente da FEL] rever esse procedimento. O esporte é praticado dentro da pista, onde um [piloto] não tem contato com o outro. Todos eles vão ser orientados a não compartilhar nenhum tipo de objeto. Essa é a ideia. Todo mundo tem consciência do que tem que ser feito", argumentou. Ela afirmou que vai acatar sugestões recebidas durante a reunião e apresentar uma nova versão da cartilha para a Prefeitura de Londrina.

O vereador Amauri Cardoso (PSDB), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, posicionou-se favoravelmente à reivindicação dos representantes da motovelocidade e disse acreditar numa avaliação positiva dos membros do Centro de Operação de Emergências em Saúde Pública (Coesp), grupo que avalia o avanço da pandemia de covid-19 em Londrina e sugere ações de prevenção e combate. "Fico feliz que tenhamos um entendimento. Uma coisa é pensar no uso dos boxes em relação a carros e outra com relação a motos. Acredito que esse entendimento se fará pelo pessoal do Coesp, secretários e prefeito", afirmou.

Eduardo Tominaga (DEM), vice-presidente da comissão, se prontificou a intermediar um encontro dos representantes da motovelocidade com o prefeito Marcelo Belinati. "Nós recepcionamos este material e levaremos em mãos para o prefeito fazer a análise", prometeu.
Assessoria
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